Me veja como eu te vendo
Nossos olhos se entendam
Nos percalços dos desentendimentos
Nossos lençóis dão laços, embaraços
E voam quando se descortina a janela
Amanhece e tudo volta ao normal
O único par de chinelos à beira da cama
Me olha com profunda ternura
Consola o momento que acaba no momento em que começa.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Feliz dia... como qualquer outro. (tomara)
Ja recebeu aquele presente inesperado daquele seu amigo que, sem mais nem porque, achou algo na rua, lembrou de você e resolveu comprar pra te dar?
Então...
Lembra da sua reação ao recebê-lo?
Então...
Então...
Lembra da sua reação ao recebê-lo?
Então...
Ja recebeu aquele presente no dia de alguma data comemorativa (de preferência aquelas que exigem presentes e enchem os shopings)?
Então...
Lembra da sua reação ao recebê-lo?
Então...
Então...
Lembra da sua reação ao recebê-lo?
Então...
A participatividade das pessoas nas coisas sem nem perceberem o motivo pelo qual as levaram a fazê-lo, se reduz ao meu questionamento do porque continuar. Se eu vir a, por acaso, concordar com tudo que falei anteriormente, certamente não participarei das misérias de, por exemplo, transformar a imagem da mãe (logo da MÃE) em puro dia para aumentar as vendas do comércio e acalentar os corações dos que tem remorso de si, e precisam se enganar pelo menos uma vez por ano comprando um presentinho e dizendo que sente amor no coração, seja por quem for. Acordei. Não preciso de dia nenhum em especial pra dizer palavras de carinho a alguém, parabenizar a mulher por ser mulher, beijar minha mãe, meu pai, mandar flores pra namorada, tirar um ovo do rabo do coelho ou puxar a barba do papai noel pra ver se é verdadeira e quebrar a infância da verdade do natal.
sábado, 8 de maio de 2010
Não mais
Escrever é um pedido que minha agonia faz a mim mesmo
Agonia de estar com a caneta parada em um ponto fixo.
Quando nada que possa formar algo cabível neste espaço
vem a mente, o jeito é falar exatamente sobre isto que não me deixa falar de nada
Porque, se percebeste, chega um ponto em que o único motivo de estar escrevendo é para não deixar espaços em branco.
Agonia de estar com a caneta parada em um ponto fixo.
Quando nada que possa formar algo cabível neste espaço
vem a mente, o jeito é falar exatamente sobre isto que não me deixa falar de nada
Porque, se percebeste, chega um ponto em que o único motivo de estar escrevendo é para não deixar espaços em branco.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Doce Ilusão
Gostaria de fazer algumas contatações sobre vagas interpretações: A inconsequência é apenas reflexo da consciência inconsciente que nos leva pelo caminho mais prazeroso - o das perguntas sem respostas.
domingo, 2 de maio de 2010
Depois das 3
Noite nublada
de faróis e copos vazios, frios
Um pensamento
Duas pessoas.
Na calçada enluarada,
que tal uma última?
A primeira do final da noite.
Olha pra cá, veja-me te vendo
E me diga se quando o dia clareia
A gente não encherga o mundo como é,
sendo.
de faróis e copos vazios, frios
Um pensamento
Duas pessoas.
Na calçada enluarada,
que tal uma última?
A primeira do final da noite.
Olha pra cá, veja-me te vendo
E me diga se quando o dia clareia
A gente não encherga o mundo como é,
sendo.
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