Texto escrito pelo meu Tio, Ciro, por causa de conversas com outras pessoas. Alguns deles foram mandados para a FOLHA DE SÃO PAULO:
"Dizer que a alternância do poder político é bom, é necessário, soa quase como um truismo, já que qualquer regime político, só é democrático, na medida que SUPÕE essa alternância. E exatamente é esse, o caso brasileiro, isto é, um regime democrático, pelo menos na esfera política, com eleições livres e direta para cargos executivos, como a presidência, a cada quatro anos, com a possibilidade de reeleição apenas uma vez consecutiva para os cargos executivos. É bom lembrar, que no caso brasileiro, pelo menos no atual momento, o estatuto da alternância não está correndo o menor risco, já que estamos passando, por absoluta normalidade e legalidade democrática, com todas as regras do regime político em vigor, e monitoradas pelo TSE. É bom lembrar ainda, que a questão da alternância como bandeira política, é mais pertinente, quando se está vivendo sob regimes dit atoriais. O que não é, repito, em absoluto, o caso do Brasil. Portanto defender a alternância de poder na atual conjuntura política, apenas por princípio, soa um tanto estranho, porque é como não se pudesse, pelo menos dar alguma chance ao eleitor de julgar determinado governo, a chance do eleitor poder aprovar ou não determinado governo. Dessa forma, não deveria haver, por sua vez, nem mesmo a reeleição, e quem sabe, quiçá, a própria eleição. Pois como o princípio maior, que rege um estado, por aquele ponto de vista, seria a alternância de poder, isto é, a alternância pela alternância, não deve caber mais ao eleitor, de acordo com aquele princípio, repito, decidir sobre o destino do estado anymore. Pois, se porventura, déssemos essa chance ao eleitor, o sistema político correria o risco de, segundo a vontade livre e majoritária do eleitor, dar continuidade a algum projeto político de um determinado governante, ou grupo político, uma co ligação de partidos, etc., COISA ESSA, que bagunçaria, por completo aquele princípio da alternância pela alternância. Portanto, se é dado pela legislação em vigor, ao eleitor o poder, de pelo voto livre, demonstrar a sua vontade soberana, o resultado será sempre IMPREVISÍVEL, porque pode sair vitorioso, tanto a situação como a oposição. Não são favas contadas aquela alternância, compreende? Não é certo que B irá substituir a A. No caso brasileiro, poderia apresentar inúmeros exemplos, mas vamos ficar apenas com o caso do estado de São Paulo, onde o governo tucano já governa lá há dezesseis anos consecutivos, e agora com a presente eleição de 2010, serão mais quatro anos, perfazendo um total de vinte anos de governo tucano, apenas num estado, e não se pode fazer nada para impedir isso, porque foi a vontade dos eleitores paulistas, e dessa maneira não foi possível haver nenhuma alternância. Por essa razão, veja como é complicado, essa coisa d e defender determinado princípio ou tese em abstrato, sem nenhuma conexão com a conjuntura, o contexto e a realidade. Voltando aos tucanos, nunca é demais lembrar, que o projeto de poder original, que os mesmos tinham para o país, também seria de no mínimo vinte anos no governo central, exatamente igual ao que eles estão ocupando na esfera estadual. Vinte anos de paulistério, porque o tucanato é e foi estruturado em Sampa, não é mais como na república velha, onde eles dividiam o poder com a república das minas gerais, a conhecida política do café com leite. Infelizmente pra eles, os tucanos, alguma coisa não fluiu como esperado, alguma coisa deu errado com o governo de oito anos deles, que fez com que o povo rejeitasse, apesar de todo o terrorismo político realizado durante a campanha política de 2002. Dizia-se até, caso Lula fosse eleito, que o Brasil viraria uma Argentina, que passava por uma terrível crise econômica. Imperava e passava-se um clima d e medo para a população, utilizando para esse objetivo, de atores e atrizes famosas, como foi o caso de Regina Duarte, lembra-se? HOJE, passados esses anos todos, podemos dizer com segurança, que o governo fhc, sucateou as universidades federais, arroxou os salários dos professores concursados, provocando um êxodo muito grande de doscentes, terceirizou-se o ensino e outras funcões e carreiras públicas, com enorme prejuízo na prestação dos serviços públicos à população carente, que é a que mais precisa dos serviços públicos. Tudo isso vinha no bojo do objetivo de reduzir o tamanho do estado, o chamado neo-liberalismo, que só podia se dar apenas na esfera econômica, porque a esfera política era um feudo, como acima, um projeto de vinte anos de poder. Fez-se a privatização de empresas públicas, usando o critério de aos amigos tudo, inclusive recursos do BNDES, aos inimigos nada, a ponto de numa conversa telefônica grampeada na época, o ministro Men donça de Barros dizer, que era uma temeridade fazer a privatização daquela maneira. O outro objetivo com as privatizações, seria reduzir o tamanho da dívida, e o resultado, pelo menos no que tange à dívida interna, multiplicaram-na por dez. Não havia quase crédito na praça, apenas os mais ricos podiam financiar a compra de imóveis e outros bens de consumo durável. A compra da casa própria para gente de baixo poder aquisitivo, não existia desde que faliram com o BNH. O salário mínimo, que era mínimo literalmente, não podia subir porque quebraria com previdência social, esse era um mantra por demais repetido ad nauseum. O país não crescia, e a desigualdade, que com o Real, havia melhorado um pouco, quer dizer, feito umas cosquinhas de nada na miséria, depois acomodou-se e acabou estagnando-se. Conforme foi se aproximando o fim do governo fhc e, com as enormes transferências de recursos públicos para os mais ricos, com o pagamento do aumento de jur os, as privatizações via BNDES, que como sabemos, as transferências de recursos do BNDES foi as escâncaras, a DESIGUALDADE E A INJUSTIÇA SOCIAL só fez aumentar. Distribuia-se recursos para determinados grupos econômicos e até mesmo indivíduos, poderem adquirir empresas e bancos estatais, sob critérios secretos e nada nada transparentes. Enfim, a lista de casos e exemplos são quase infinitos, prefiro, portanto, parar por aqui e deixar ao seu critério particular, fazer o juízo que desejar."
Ciro Alves da Silva.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
PUBLICADO NO JORNAL DE ECOMONIST
VALE A PENA LER, se bem que alguns ítens da lista abaixo, já estão defasados, como por exemplo: o salário mínimo pelo último câmbio do dólar à 1,70, seria 300 dólares; as reservas já perfazem mais do que 280 bilhões de dólares; o crédito disponível ao consumidor já ultrapassou os 45% do PIB, ou seja saímos de um patamar de algo em torno de 400 bilhões de reais em 2002 para algo como 1,6 trilhões de reais, não é pouco, não é mesmo? E tem a perspectiva de crescimento; E para concluir foram disponibilizados até o presente momento, mais de 14 milhões de empregos com carteira, segundo os dados do CAGED, e a previsão até o final de 2010 será ultrapassar os 15 milhões de empregos, e não os 11 milhões da lista abaixo. Abraço a todos mais uma vez, é preciso ficar atento e forte, como cantava Gal nos anos setenta.
Ciro Lourenço.
PUBLICADO NO JORNAL THE ECONOMIST
The Economist publicou!
| Nos tempos de FHC | Nos tempos de LULA | |
| Risco Brasil | 2.700 pontos | 200 pontos | |
| Salário Mínimo | 78 dólares | 210 dólares | |
| Dólar | Rs$ 3,00 | Rs$ 1,78 | |
| Dívida FMI | Não mexeu | Pagou | |
| Indústria naval | Não mexeu | Reconstruiu | |
| Universidades Federais Novas | Nenhuma | 14 | |
| Extensões Universitárias | Nenhuma | 45 | |
| Escolas Técnicas | Nenhuma | 214 | |
| Valores e Reservas do Tesouro Nacional | 185 Bilhões de Dólares Negativos | 160 Bilhões de Dólares Positivos | |
| Créditos para o povo/PIB | 14% | 34% | |
| Estradas de Ferro | Nenhuma | 3 em andamento | |
| Estradas Rodoviárias | 90% danificadas | 70% recuperadas | |
| Industria Automobilística | Em baixa, 20% | Em alta, 30% | |
| Crises internacionais | 4, arrasando o país | Nenhuma, pelas reservas acumuladas. | |
| Cambio | Fixo, estourando o Tesouro Nacional. | Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central | |
| Taxas de Juros SELIC | 27% | 11% | |
| Mobilidade Social | 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza | 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza | |
| Empregos | 780 mil | 11 milhões | |
| Investimentos em infraestrutura | Nenhum | 504 Bilhões de reais previstos até 2010 | |
| Mercado internacional | Brasil sem crédito | Brasil reconhecido como investment grade |
domingo, 29 de agosto de 2010
Negando a realidade
Não, você não é uma flor. As flores, presas ao chão, só dançam conforme o vento. Você voa, balança em todas as direções, caminha leve, reflete cor nas paredes brancas do meu quarto. O sol só amanhece quando você acorda e fica ali, escondido, esperando-te levantar. Você cheira a gente, a cama antes de dormir, dengo. Não..., você não pode ser uma flor. Uma flor é real demais.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Andava tanto tempo sumido sem dar notícias...
Um vulto rápido na imensidão da parede branca.
Agarrei-te como uma criança agarra a sombra de Petter Pan.
Seu opostos apostaram na minha disponibilidade
E eu inocente
Me vi detido nas grades do seu seu nome
Que vaga ecoando na minha cabeça.
O prazer que sinto de novo
Não é nada menos que a felicidade de achar compatibilidade.
Ja era tarde para o acaso. Enfim, chegou.
Amar é surpresa!
Um vulto rápido na imensidão da parede branca.
Agarrei-te como uma criança agarra a sombra de Petter Pan.
Seu opostos apostaram na minha disponibilidade
E eu inocente
Me vi detido nas grades do seu seu nome
Que vaga ecoando na minha cabeça.
O prazer que sinto de novo
Não é nada menos que a felicidade de achar compatibilidade.
Ja era tarde para o acaso. Enfim, chegou.
Amar é surpresa!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Do papel em branco poetas fazem parir poesias.
Escrevo por não saber o que fazer, assumindo, talvez, a inutilidade de tantos pensamentos frios e calculadamente engenhados por um escravo da dúvida.
Andar entre tantos rostos conhecidos e não me reconhecer em nenhum
Foi o jeito que arranjei de me refugiar de mim.
Fiz de meu diário um caleidoscópio tipográfico.
Tantos ruídos de passos.
Tantos sorrisos impensados.
Conheço mais a eles do que a mim.
Escreveria uma tese sobre eles mas não consigo terminar a primeira frase de minha biografia.
De que adianta tanto ponderamento, crítica, questionamento,se meus ativismos só satisfazem a mim?
Toda arte é feita para quem a está esperando pra ver.
Não há sem quem não a veja.
Começo a duvidar das minhas lentes, com a justificativa rigorosa de querer ser criador e criatura ao mesmo tempo. Criador e obra.
domingo, 13 de junho de 2010
Nutrimos uma certeza de que somos tal que
Talvez não tenhamos a duvida do que somos.
Merecemos o que queremos
Só,
e só,
Pelo fato de querermos.
Não há merecimento em certezas de ser
Ou desmerecimentos na falta de dúvidas de não saber se é
Só há o fato de querermos
com todos os poros de nosso corpo.
E por querermos com tanta vontade,
merecemos, por tamanha coragem de querer
num mundo no qual ter é o primeiro passo pra perder.
Talvez não tenhamos a duvida do que somos.
Merecemos o que queremos
Só,
e só,
Pelo fato de querermos.
Não há merecimento em certezas de ser
Ou desmerecimentos na falta de dúvidas de não saber se é
Só há o fato de querermos
com todos os poros de nosso corpo.
E por querermos com tanta vontade,
merecemos, por tamanha coragem de querer
num mundo no qual ter é o primeiro passo pra perder.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
"Beaticamente falando"
"Alguma coisa a gente tem que amar,
Alguma coisa tem que ser nossa por completo."
E quando a nossa completa ignorância diante da certeza
de nunca ter nada por inteiro
aparecer diante de nós envolto em lençóis brancos e azuis
levitando,
cantando em coro,
talvez tenhamos, pelo menos, certeza de que antes
não havia nada que nos convencesse do contrário.
Agora a dúvida.
Alguma coisa tem que ser nossa por completo."
E quando a nossa completa ignorância diante da certeza
de nunca ter nada por inteiro
aparecer diante de nós envolto em lençóis brancos e azuis
levitando,
cantando em coro,
talvez tenhamos, pelo menos, certeza de que antes
não havia nada que nos convencesse do contrário.
Agora a dúvida.
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